O Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios do Pentágono publicou em 20 de julho o relatório consolidado de UAP do ano fiscal de 2025, e a DefenseScoop destacou no dia seguinte um evento marítimo não resolvido. O documento oficial registra 319 relatos: 284 do período coberto e 35 anteriores que ainda não haviam chegado ao escritório.
O caso foi relatado por meios da Marinha em operação ao largo da Virgínia. Segundo a AARO, havia aproximadamente 100 UAP aéreos e dois prováveis sistemas de superfície não tripulados. O escritório o mantém sob investigação, mas não afirma que os objetos tinham uma única origem, formavam uma operação coordenada ou exibiam tecnologia além das capacidades conhecidas.
No conjunto analisado, a AARO informou ter resolvido 114 dos 319 casos novos ou recém-recebidos. Também encerrou 256 casos de períodos anteriores, elevando para 370 o total de resoluções concluídas no ciclo. Todos foram atribuídos a categorias comuns, como balões, aves, aeronaves, satélites ou sistemas aéreos não tripulados, além de um foguete e um jet pack tripulado.
Uma nova ferramenta analítica permitiu encerrar 238 desses casos antigos ao associar os objetos aparentes a reflexos de satélites. O relatório mantém 191 casos em arquivo ativo e indica nove para análise adicional. A AARO aponta repetidamente atrasos e falta de dados de sensores como obstáculos, pois informações de posição, horário, clima e plataforma podem desaparecer antes da investigação.
O relatório afirma não ter encontrado evidência de que o governo dos Estados Unidos ou uma organização privada possua ou explore material derivado de UAP, nem tecnologia avançada de adversários ou de ruptura nos casos resolvidos. Isso não soluciona o relato da Virgínia: trata-se, por enquanto, de uma ocorrência naval ampla e incomum, com poucos detalhes públicos e sem conclusão anunciada.

