Um artigo de dados publicado em 16 de julho pela This Week in Science examinou como a disseminação do acesso à internet coincidiu com mudanças nos relatos de UFOs. Jon Scaccia usou mais de 80 mil registros e dividiu a série em períodos pré-internet, internet inicial e banda larga. A análise trata do comportamento de notificação, não da causa extraordinária de qualquer observação individual.
O conjunto reúne 6.418 relatos de 1949 a 1994, cerca de 140 por ano; 20.970 de 1995 a 2004, aproximadamente 2.097 por ano; e 39.372 de 2005 a 2013, média de 4.375 por ano. Nesses números, a taxa anual foi cerca de 15 vezes maior na internet inicial e mais de 31 vezes maior na era da banda larga que no período de referência.
O crescimento também acelerou dentro dos três períodos. O artigo calculou cerca de cinco relatos adicionais por ano antes da internet, 303 na internet inicial e 398 na banda larga. A variação anual aumentou muito, sugerindo que sistemas online amplificaram respostas a notícias, histórias virais e picos de atenção pública, em vez de criar uma subida uniforme.
A comparação não estabelece causalidade. Os períodos são categorias históricas amplas, e uma base de avistamentos sofre influência de métodos de coleta, população, publicidade, duplicações e conhecimento sobre onde registrar. A conclusão mais sustentada é sobre acesso: e-mail, formulários, comunidades pesquisáveis e bancos públicos reduziram o custo de relatar.
Para arquivos de UAP, o resultado alerta contra usar a contagem bruta como medida direta de objetos no céu. Uma base registra tanto observações quanto o sistema que as coleta. Comparações entre décadas ou países precisam considerar a infraestrutura de notificação antes de interpretar um aumento como maior frequência do fenômeno.

