O astrofísico de Harvard Avi Loeb propôs em 14 de julho que o plasma produzido por laser seja testado como explicação convencional para alguns relatos de orbes UAP luminosos. O texto apresenta uma hipótese de investigação, não a conclusão de que algum avistamento específico tenha sido criado por um sistema a laser.
Loeb cita trabalhos divulgados publicamente sobre efeitos de plasma induzido por laser, incluindo sistemas que concentram pulsos curtos no ar para ionizar um pequeno volume e depois aquecê-lo. Esse ponto de plasma pode emitir luz e, em aplicações experimentais não letais, ser modulado para produzir som. Ele também cita a patente US20200041236A1 da Marinha dos EUA sobre filamentos de plasma induzidos por laser.
A força da ideia está no fato de que um ponto luminoso focalizado não é uma aeronave sólida. Seu movimento aparente poderia mudar rapidamente sem asas, exaustão ou os limites aerodinâmicos esperados de um veículo físico. Loeb afirma que isso torna o mecanismo digno de análise perto de áreas militares onde pesquisas de energia dirigida podem ocorrer.
O mesmo registro público impõe limites importantes. Loeb observa que a projeção documentada de plasma alcança centenas de metros, enquanto alguns relatos de UAP descrevem alvos a dezenas de quilômetros. Os encontros da Marinha em 2004 exigiriam uma maturidade não demonstrada publicamente, e eventos luminosos de várias horas pediriam energia contínua incompatível com um foco de plasma de curta duração.
Loeb conclui que o plasma produzido por laser deve integrar um conjunto amplo de testes ao lado de plasmas naturais, drones, artefatos de sensores e outros mecanismos convencionais. O próximo passo útil é medir distância, espectro, duração e atividade ao redor em cada caso. Sem esses dados, a hipótese pode orientar perguntas, mas não identificar um objeto nem provar um programa secreto de armas.

