Canada / 1990 / DISPUTADO
Avistamento de OVNI no Bonaventure, Montreal, em 1990
Em 7 de novembro de 1990, hóspedes, funcionários e policiais relataram luzes sobre a piscina no terraço do hotel Bonaventure, em Montreal. A imprensa contemporânea documenta a observação e fotos publicadas, mas não uma nave sólida medida. Uma investigação astronômica favoreceu uma aurora com ressalvas importantes; uma análise óptica posterior propôs reflexos das luzes da piscina em cristais de gelo. Nem as estimativas de tamanho enorme nem a ausência de ecos de radar relatada estabelecem uma aeronave extraordinária. É um relato luminoso bem documentado, com interpretação controversa, não contato extraterrestre confirmado.

O caso continua contestado. O arquivo preserva as alegações e separa as evidências de sua interpretação.
- Documentação
- Documentação abundante
- Local principal
- Montreal, Quebec
- Base de fontes
- 6 registros vinculados
- Uso em pesquisa
- Caso comparativo
O que as evidências do Bonaventure estabelecem
- Observação
- 7 de novembro de 1990, perto das 19 horas locais, piscina do terraço do Bonaventure, Montreal. Mapa: hotel aproximado, não altitude ou posição de alvo.[2]
- Evidências registradas
- Relatos contemporâneos e fotos luminosas publicadas. Sem nave sólida medida independentemente ou trajetória bruta de radar nos registros citados.[2][3]
Dossiê do caso
A reportagem do Globe and Mail de 9 de novembro situa a observação no hotel por volta das 19 horas de duas noites antes. A salva-vidas Line St. Pierre vigiava hóspedes na piscina externa aquecida quando a chamaram para olhar para cima. Seguranças e policiais chegaram. O segurança Albert Sterling descreveu observar as luzes por cerca de duas horas e meia. A Canadian Press também noticiou a reunião. São relatos contemporâneos de pessoas vendo luzes; a duração da reunião não equivale a um registro instrumental contínuo de um mesmo veículo aéreo.
As duas notícias não oferecem uma descrição uniforme. O Globe and Mail menciona oito ou dez luzes; a Canadian Press descreve seis e diz que os jornalistas que chegaram viram apenas duas entre nuvens. Um porta-voz confirmou que três policiais viram luzes, não que identificaram uma nave. Ambas relatam ausência de aeronave correspondente no radar. É uma resposta relatada, não dados brutos disponíveis para correlação independente. Da mesma forma, sem distância e geometria, manchas luminosas numa foto não medem as dimensões de um corpo que as conectaria.
Marc A. Gélinas examinou aquela noite no boletim de fevereiro de 1991 da Sociedade Real de Astronomia do Canadá. A investigação incluiu observadores experientes longe do hotel e favoreceu uma aurora incomum. Contudo, a discussão meteorológica e espacial reconheceu atividade geomagnética e de partículas solares fraca, não uma confirmação decisiva. A observação às 18h30 em Dorval não é o relato da piscina iniciado perto das 19 horas. Reunir relatos pela cidade exige comparar horário, direção e aparência; distribuição geográfica não prova que todos viram o mesmo objeto.
Uma análise posterior de Wim van Utrecht na CAELESTIA questiona os tamanhos enormes atribuídos às luzes. Com base no relatório Haines/Guénette de 1992, contrasta estimativas angulares lembradas meses depois com ângulos fotográficos muito menores. Esse relatório privado e os negativos originais não são reproduzidos independentemente aqui. Importa distinguir extensão angular, distância presumida e tamanho inferido: impressão de grandeza não é medição calibrada. Uma foto pequena não fornece uma distância desconhecida só porque as luzes parecem conectadas.
Van Utrecht propõe que cristais de gelo refletiram as lâmpadas submersas da piscina, criando imagens luminosas elevadas. Compara a disposição das luzes vista numa reportagem posterior da CBC e a geometria fotográfica: é hipótese óptica, não reconstrução controlada do tempo de 1990. Um adendo de janeiro de 2011 examina outras luzes sobre o cassino em dezembro de 2010. A comparação pode ilustrar um mecanismo, mas não medir retroativamente a atmosfera anterior. Reflexos da piscina e a aurora de Gélinas envolvem fontes luminosas e processos distintos.
O fim e os registros posteriores também exigem atribuição. A Canadian Press relatou deslocamento lento para o norte; a retrospectiva QMI/TVA de Guillaume Cyr em 2020 diz leste, enquanto a CAELESTIA discute o aumento da cobertura por nuvens. Isso não define uma trajetória verificada de partida. Cyr também relatou que a Real Polícia Montada do Canadá disse ter destruído o arquivo. Sem o documento subjacente, continua sendo relato jornalístico de resposta institucional, não prova do conteúdo ou motivo da remoção. Uma história posterior de caça não substitui um registro de voo datado.
Bonaventure pertence ao arquivo porque permite confrontar jornalismo contemporâneo e argumentos astronômicos e ópticos originais sem aceitar uma narrativa de nave gigante. A base comum mais sólida é um fenômeno luminoso observado; distância, extensão física e causa precisa permanecem discutidas nos registros citados. Arquivo policial original, registros de radar, negativos e reconstrução atmosférica contemporânea seriam necessários para testar alegações fortes. O mapa situa aproximadamente o complexo do hotel, não um alvo aéreo. A foto do prédio de 2011 fornece contexto do lugar, não as luzes, a observação na piscina ou o evento de 1990.
Verificações e registros relacionados
- Hessdalen: o que luzes recorrentes e instrumentos estabelecem
Compare medições de 1984, disputa dos faróis e hipóteses geofísicas sem supor causa única.
- Clarenville: outro registro de testemunha policial canadense
- O que o radar pode ou não corroborar
- Compare registros de voos, satélites e clima
Linha do tempo
- Perto das 19 horas locais: hóspedes chamam a salva-vidas; seguranças e policiais também observam.
- Globe and Mail e Canadian Press publicam relatos com contagens diferentes de luzes e respostas de radar relatadas.
- Gélinas publica investigação favorável à aurora, reconhecendo a fraca atividade espacial de apoio.
- O adendo da CAELESTIA compara o relato distinto do cassino de dezembro de 2010 à hipótese anterior de reflexão.
- A retrospectiva QMI/TVA de Cyr revê relatos anteriores de testemunhas e comunica a resposta da polícia montada sobre o arquivo.
Perguntas sobre Bonaventure
A polícia confirmou um OVNI gigante em Montreal?
Os relatos contemporâneos confirmam que policiais viram luzes, não uma aeronave sólida identificada ou medida. A função oficial de uma testemunha não transforma estimativa em medição instrumental.
O avistamento foi identificado como luzes da piscina?
Reflexos em cristais são uma explicação óptica publicada, não recriação controlada daquela noite. A investigação astronômica citada considera aurora. Comparar pressupostos é melhor que proclamar uma solução oficial comprovada.
A foto desta página mostra as luzes de 1990?
Não. É uma foto licenciada do prédio de 2011. Os links discutem fotos do evento e reportagens posteriores, não equivalentes a vídeo original contínuo nem prova de nave.
Fontes
- [1] PesquisaRASC, fevereiro de 1991: investigação astronômica de Gélinas, pp.4-5Marc A. Gélinas / Royal Astronomical Society of Canada
- [2] ReportagemGlobe and Mail e Canadian Press, 9 de novembro de 1990: dois artigos contemporâneos, PDF p.11The Globe and Mail; Canadian Press / Winnipeg Free Press; Newsclipping Service archive
- [3] PesquisaCAELESTIA: geometria fotográfica e hipótese das luzes da piscinaWim van Utrecht / CAELESTIA
- [4] PesquisaCAELESTIA: comparação distinta com as luzes do cassino de 2010Wim van Utrecht / CAELESTIA
- [5] ReportagemQMI/TVA, 6 de novembro de 2020: testemunhas e arquivos revisitadosGuillaume Cyr / Agence QMI / TVA Nouvelles
- [6] ArquivoFotografia do edifício Bonaventure e licençaJeangagnon / Wikimedia Commons
