Peru / 1980 / NÃO RESOLVIDO

Incidente UFO de La Joya

O registro público sustenta conclusão estreita: uma resposta da Força Aérea Peruana a objeto redondo e pairado foi relatada ao adido americano em 1980, incluindo interceptação por Su-22 e supostos tiros sem dano. Não fixa data nem alvo. A mensagem de junho coloca duas ocorrências em 9–10 de maio e chama o disparo de informação de terceiro; o piloto reformado Óscar Santa María Huertas depois datou seu voo em 11 de abril e acrescentou 64 projéteis, subidas repetidas e visão próxima. Não há no conjunto público relatório peruano contemporâneo, gráfico de radar, filme da câmera de tiro, registro de munição ou depoimentos do grupo no solo. Balão estratosférico é hipótese plausível, não provada. O caso permanece não resolvido porque geometria, cronologia e alvo físico não podem ser reconstruídos de fontes primárias.

Cronologia comparando maio no informe e abril no relato posterior
Reconstrução do conflito de datas, não imagem do evento nem documento oficial.Global UFO Archive original graphic
CredibilidadeB
StatusNÃO RESOLVIDO
Tipos de evidência6
Fontes oficiais1
Última revisão2026
Avaliação do arquivo

O caso permanece sem solução no registro público, com grau de credibilidade B.

Documentação
Documentação abundante
Local principal
Mariano Melgar Air Base, La Joya, Arequipa
Base de fontes
6 registros vinculados
Uso em pesquisa
Caso comparativo

O que o registro sustenta

Registro contemporâneo
Mensagem de junho registra dois casos e Su-22, mas é não avaliada.[1]
Conflito de datas
Relatório diz 9–10 de maio; piloto depois diz 11 de abril.[1][2]
Limite dos tiros
Tiro é indireto; 64 projéteis e ausência de dano vêm do relato posterior.[1][3]
Limite dos sensores
Nenhum radar, filme, log de voo ou munição público verifica alvo ou geometria.[1][2][3]
Hipótese principal
Balão brasileiro e paralaxe são plausíveis, sem trajetória contínua até La Joya.[4][5]

Dossiê do caso

O documento público mais antigo não é relatório peruano. Em 2 de junho de 1980, o adido americano em Lima enviou o Informe 6 876 0146 80, recebido dia 3 pelo centro do Estado-Maior Conjunto. O cabeçalho avisa que a informação não foi finalmente avaliada. A fonte era oficial peruano que observou o evento e participava das conversas; porém, o tiro a curta distância é explicitamente atribuído a terceiro. A mensagem confirma circulação militar, não observação ou verificação técnica americana.

A mensagem descreve duas ocasiões perto da Base Mariano Melgar: manhã de 9 de maio e objeto iluminado na noite de 10. Oficiais em formação teriam visto objeto redondo; um Su-22 teria disparado de perto sem dano e sido superado. Na segunda, outro Su-22 não teria alcançado o 'veículo' luminoso. O relator apenas acrescenta que outras fontes discutiam o caso, algum veículo aparentemente fora visto e a origem era desconhecida. Não há horário, matrícula, piloto, munição, radar, altitude, distância, foto ou anexo instrumental.

O relato posterior de Santa María é detalhado, mas usa outro calendário. Em entrevistas de 2008 a 2023, situou o evento às 7h15 de 11 de abril, diante de cerca de 1.800 pessoas. O objeto parecia balão a cinco quilômetros e 600 metros sobre o fim da pista. Como piloto de alerta, recebeu ordem de destruir possível aparelho espião e recordou 64 projéteis explosivos de 30 mm de dois canhões. São números testemunhais, sem log contemporâneo público independente.

Descreveu perseguição de 22 a 28 minutos, com o objeto subindo antes de cada ataque. Em 2023 disse passar de 19.000 metros, abortar com aviso de combustível e cruzar a cerca de 100 metros. Descreveu cúpula branca opaca sobre ampla base circular metálica, sem janelas, rebites ou propulsão. Distância, tamanho, velocidade e altitude sem referência são estimativas difíceis de aeronave rápida. Impacto ou 'absorção' não foi estabelecido: em 2008 disse não poder precisar, apenas que mirou e não viu explosão nem dano.

A hipótese do balão tem pista real, não identificação completa. StratoCat lista balões de campo elétrico lançados de Cachoeira Paulista em 3 e 9 de abril de 1980; o segundo durou onze horas. Reconstrução posterior usa ventos leste-oeste e paralaxe para um balão distante parecer baixo, escapar dos tiros e subir com a mudança do avião. Porém o catálogo não o rastreia ao Peru e a fase instrumental terminou antes de 11 de abril. O envelope poderia continuar após separar a carga, mas não há trajetória ou recuperação. É hipótese convencional testável, não solução.

Linha do tempo

  • Balão elétrico parte de Cachoeira Paulista por 11 horas instrumentais; ligação posterior não provada.
  • Data posterior dada por Santa María, diferente da mensagem americana.
  • Primeira data americana: objeto redondo, Su-22 e tiro relatado por terceiro.
  • Segunda data americana: objeto luminoso teria superado outro Su-22.
  • Centro conjunto recebe o informe, marcado não finalmente avaliado.
  • Santa María diz ter sido autorizado e entregue declaração escrita, não pública aqui.
  • El Comercio publica entrevista retrospectiva com estimativas de 19.000 m e 100 m.

Perguntas sobre La Joya

O incidente realmente ocorreu?

Resposta militar foi relatada em 1980; data, número e sequência continuam disputados.

Ele disparou 64 projéteis?

Ele afirma depois; a mensagem contemporânea não conta e cita terceiro.

O objeto foi rastreado?

Nenhum gráfico público; alegações posteriores não substituem registro.

Poderia ser balão estratosférico?

Possível: lançamento de 9 de abril e ventos oeste, mas faltam trajetória e recuperação.

Por que não resolvido?

O relato merece preservação, mas datas e registros faltantes impedem reconstrução.

Fontes

A imagem é reconstrução cronológica original, não foto do evento, Su-22, radar ou scan oficial. Nenhuma mídia do evento com direitos e custódia seguros.