Dossiê do país

Avistamentos UFO/UAP em Brasil: casos documentados, relatos e evidências

Brasil tem 7 casos UFO/UAP documentados neste arquivo, abrangendo de 1957 a 2020. Esta página agrupa o registro nacional para que os leitores comparem datas, tipos de evidência, contexto oficial e relatos representativos antes de abrir os dossiês completos.

Perfil do arquivo

Brasil

Número de casos
7
Período
1957-2020
Principais tipos de evidência
Registros oficiais / Imprensa e registros públicos / Relatos de testemunhas / Contexto militar / Vestígios físicos
Casos representativos
Relatos UFO de Mage em 2020O caso de Magé é melhor documentado como uma cascata nas redes sociais, não como queda comprovada. Em 13 de maio de 2020, clipes noturnos visualmente diferentes foram atribuídos a Magé; republicações acrescentaram explosões, tiros, helicópteros, falta de luz, posts apagados e cerco militar. A VICE registrou a circulação no dia seguinte, mas não apresentou testemunha identificada num ponto de impacto localizável, boletim oficial, destroços com cadeia de custódia, radar ou vídeo contínuo autenticado. Um fórum de 2025 analisa a sequência de Instagram de outro agricultor: ilustra o problema de procedência, sem corroborar Magé. Luzes comuns, aeronaves, astros, artefatos de imagem e vídeos mal legendados podem explicar partes, mas o corpus é fragmentário demais para identificar cada clipe.Incidente de Varginha de 1996Em 20 de janeiro de 1996, Liliane Fátima Silva, Valquíria Silva e Kátia Andrade Xavier disseram ter encontrado uma figura pequena, marrom e de olhos vermelhos, agachada junto a um muro no Jardim Andere, em Varginha. O relato foi publicado em poucos dias. Alegações de captura por bombeiros, transporte militar por hospitais e queda de nave extraterrestre cresceram por meio de ufólogos, depoimentos anônimos e mídia posterior. O Exército investigou acusações publicadas em livro de 1996, negou participação militar e sugeriu que, durante uma tempestade, as jovens provavelmente confundiram o morador conhecido como Mudinho. O inquérito é real e público, mas não transforma nem a recuperação nem a identificação oficial em fatos demonstrados de forma independente.Noite Oficial dos OVNIs no BrasilO núcleo mais bem sustentado da Noite Oficial dos OVNIs é uma resposta de defesa aérea, não uma identidade resolvida. Controladores relataram vários plotes perto de São José dos Campos e Anápolis; cinco caças decolaram e autoridades reconheceram a operação. Os registros diferem: pilotos viram luzes, obtiveram contato radar ou nada viram apesar da vetoração. O relatório de 2 de junho considerou os fenômenos aparentemente sólidos e responsivos, mas o arquivo público não traz dados radar brutos calibrados para testar independentemente velocidades, tamanhos e manobras depois atribuídos aos alvos.Operação Prato: a investigação de OVNIs em ColaresA Operação Prato foi uma investigação da Força Aérea Brasileira, em 1977, sobre luzes incomuns e alegações de ferimentos em Colares, no Pará. Os registros preservados confirmam investigação oficial, entrevistas, observações de campo e fotografias, mas o arquivo público é incompleto e não identifica uma nave extraordinária. Este dossiê mantém separados os registros militares, os depoimentos e o folclore posterior.

Lista completa de casos

Brasil

7 of 7 cases
Relatos UFO de Mage em 2020O caso de Magé é melhor documentado como uma cascata nas redes sociais, não como queda comprovada. Em 13 de maio de 2020, clipes noturnos visualmente diferentes foram atribuídos a Magé; republicações acrescentaram explosões, tiros, helicópteros, falta de luz, posts apagados e cerco militar. A VICE registrou a circulação no dia seguinte, mas não apresentou testemunha identificada num ponto de impacto localizável, boletim oficial, destroços com cadeia de custódia, radar ou vídeo contínuo autenticado. Um fórum de 2025 analisa a sequência de Instagram de outro agricultor: ilustra o problema de procedência, sem corroborar Magé. Luzes comuns, aeronaves, astros, artefatos de imagem e vídeos mal legendados podem explicar partes, mas o corpus é fragmentário demais para identificar cada clipe.BrazilGrade C / DISPUTEDIncidente de Varginha de 1996Em 20 de janeiro de 1996, Liliane Fátima Silva, Valquíria Silva e Kátia Andrade Xavier disseram ter encontrado uma figura pequena, marrom e de olhos vermelhos, agachada junto a um muro no Jardim Andere, em Varginha. O relato foi publicado em poucos dias. Alegações de captura por bombeiros, transporte militar por hospitais e queda de nave extraterrestre cresceram por meio de ufólogos, depoimentos anônimos e mídia posterior. O Exército investigou acusações publicadas em livro de 1996, negou participação militar e sugeriu que, durante uma tempestade, as jovens provavelmente confundiram o morador conhecido como Mudinho. O inquérito é real e público, mas não transforma nem a recuperação nem a identificação oficial em fatos demonstrados de forma independente.BrazilGrade B / DISPUTEDNoite Oficial dos OVNIs no BrasilO núcleo mais bem sustentado da Noite Oficial dos OVNIs é uma resposta de defesa aérea, não uma identidade resolvida. Controladores relataram vários plotes perto de São José dos Campos e Anápolis; cinco caças decolaram e autoridades reconheceram a operação. Os registros diferem: pilotos viram luzes, obtiveram contato radar ou nada viram apesar da vetoração. O relatório de 2 de junho considerou os fenômenos aparentemente sólidos e responsivos, mas o arquivo público não traz dados radar brutos calibrados para testar independentemente velocidades, tamanhos e manobras depois atribuídos aos alvos.BrazilGrade B / UNRESOLVEDOperação Prato: a investigação de OVNIs em ColaresA Operação Prato foi uma investigação da Força Aérea Brasileira, em 1977, sobre luzes incomuns e alegações de ferimentos em Colares, no Pará. Os registros preservados confirmam investigação oficial, entrevistas, observações de campo e fotografias, mas o arquivo público é incompleto e não identifica uma nave extraordinária. Este dossiê mantém separados os registros militares, os depoimentos e o folclore posterior.BrazilGrade B / DISPUTEDCaso das Máscaras de ChumboO Caso das Máscaras de Chumbo é uma investigação real de mortes não esclarecidas, não um encontro UFO verificado. A imprensa brasileira contemporânea identifica os técnicos Miguel José Viana e Manuel Pereira da Cruz, reconstitui seus passos em Niterói em 17 de agosto de 1966 e descreve os corpos no Morro do Vintém com máscaras oculares de chumbo, capas, garrafa d’água e bilhetes sobre cápsula, proteção de metais e espera de sinal de máscara. Não havia violência visível, e matéria posterior ainda registrava causa mortis desconhecida. Bilhetes e experiências anteriores sustentam a inferência de teste planejado; não revelam o conteúdo da cápsula, eventual terceiro ou causa da morte. Espiritismo, veneno, roubo e acidente técnico circularam desde o início. Um relato de objeto luminoso levou o caso à cultura UFO, mas nenhum inquérito público original, laudo toxicológico original ou imagem do evento aqui revisado confirma nave anômala ou causa extraterrestre.BrazilGrade C / UNRESOLVEDFotografias de OVNI da Ilha da Trindade em 1958Em 16 de janeiro de 1958, o fotógrafo civil Almiro Baraúna disse ter feito seis exposições com uma Rolleiflex a bordo do navio hidrográfico NE Almirante Saldanha enquanto um objeto passava perto da Ilha da Trindade; quatro imagens reveladas supostamente o mostravam. As fotografias e o contexto da expedição fazem parte do registro público, mas a cadeia de custódia é incompleta. O Arquivo da Marinha cataloga o relatório de fim de comissão e possíveis relatos de OVNI, ao mesmo tempo em que informa que o atual relatório não contém o citado “Anexo E — Diversas fotografias”. Um relatório do adido naval dos EUA de março de 1958 registrou que autoridades navais brasileiras consideravam as imagens prova insuficiente e que o comandante e o imediato não viram o objeto; o autor julgou mais provável uma fraude ou ação publicitária. Análises posteriores divergem sobre manipulação, e um parente afirmou em 2011 que Baraúna descrevera em particular uma montagem de laboratório. Esse testemunho tardio não é confissão contemporânea. Sem custódia contínua dos negativos originais ou exame público conclusivo, o caso permanece contestado.BrazilGrade B / DISPUTEDCaso do OVNI da Fortaleza de ItaipuO caso da Fortaleza de Itaipu é mais bem entendido como uma cadeia de relatos disputada, não como encontro militar documentado. Olavo T. Fontes publicou a primeira narrativa detalhada no APRO Bulletin de setembro de 1959, atribuindo-a a oficiais não identificados e alegando que dois sentinelas sem nome sofreram queimaduras durante a aproximação de um disco alaranjado, enquanto sistemas elétricos falharam e o sigilo foi imposto. Não há depoimento direto, prontuário, registro elétrico, relatório de ocorrência, fotografia ou objeto físico público que sustente esses detalhes. O dossiê BR DFANBSB ARX.0.0.167 do Arquivo Nacional contém duas cartas de Robert Todd, de 1976, repetindo as alegações e um ofício de encaminhamento do adido aeronáutico; não contém relatório de 1957, conclusão de investigação nem resposta. A pesquisa posterior de Edison Boaventura Jr. encontrou notas de 1958 e memórias compatíveis com uma luz perto do forte, mas não confirmou queimaduras, blecaute ou fuzil retorcido. A classificação permanece C / DADOS INSUFICIENTES e todos os efeitos físicos dramáticos são tratados como não verificados.BrazilGrade C / INSUFFICIENT DATA