Voltar as noticias

Pesquisador de Durham defende cautela no debate jurídico sobre abater UAP

Michael Bohlander argumenta que objetos não identificados não devem ser atacados sem evidência de intenção hostil. Seu ensaio no Global Policy é uma argumentação jurídica, não uma nova regra militar.

Publicado porRedação do Global UFO ArchivePolítica editorial

Pesquisador de Durham defende cautela no debate jurídico sobre abater UAP
Foto de arquivo da decolagem de um F-22 da base conjunta Langley-Eustis na operação do balão de 4 de fevereiro de 2023. Foto da Força Aérea dos EUA por Airman 1st Class Mikaela Smith; DVIDS 7619778, domínio público. Não é foto de UAP.

Um pesquisador da Durham Law School defendeu que governos adotem a contenção como ponto de partida diante de fenômenos anômalos não identificados. Em texto de 30 de setembro no Global Policy Journal, Michael Bohlander argumentou que a incerteza sobre a identidade de um objeto não justifica, por si só, destruí-lo. O ensaio examina regras de aviação e conflito existentes, sem anunciar mudança de política.

Bohlander distingue objetos civis de militares, veículos tripulados de não tripulados e identidade incerta de hostilidade demonstrável. Usa os abates de fevereiro de 2023 como contexto e pergunta como os responsáveis poderiam classificar um objeto sem conhecer ocupantes, finalidade ou origem. Os cenários hipotéticos não humanos do ensaio não constituem conclusões de que esses veículos existam.

Sua proposta é que a proteção seja a regra, salvo quando se possa demonstrar intenção hostil. Ele também aponta falta de transparência pública sobre regras de engajamento. Essa posição continua sendo a interpretação do autor: o artigo não é sentença judicial nem diretriz operacional oficial e não resolve alegações controversas sobre capacidades de UAP.